A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) confirmou um caso de raiva em uma cadela de oito meses, que não havia sido vacinada contra a doença. O animal apresentou sinais clínicos em maio deste ano, evoluiu para óbito e teve amostra coletada e encaminhada para análise laboratorial. O resultado, divulgado na última semana, confirmou a presença do vírus da raiva.
Mesmo antes da confirmação laboratorial, a Vigilância em Saúde adotou as medidas previstas para situações de suspeita, considerando a gravidade da doença e o risco de transmissão. Foram realizadas ações de bloqueio vacinal na área de risco, vacinação de cães e gatos, visitas domiciliares, investigação das pessoas que tiveram contato com o animal e acompanhamento do território pelas equipes da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ). Além disso, a Semus realizará, no dia 29 de agosto, o Dia D de Vacinação Antirrábica Animal em diferentes pontos da Capital.
A tutora do animal foi orientada sobre os riscos relacionados à exposição e sobre a necessidade de procurar o serviço de saúde de referência para avaliação e realização da profilaxia antirrábica, conforme indicação do protocolo. As demais pessoas potencialmente expostas também são avaliadas individualmente pelas equipes de saúde, considerando o tipo de contato ocorrido.
Vigilância e controle
As medidas de vigilância permanecem intensificadas, incluindo vacinação antirrábica animal nas áreas consideradas prioritárias, busca ativa de cães e gatos não vacinados, visitas domiciliares, monitoramento do território e ações educativas.
“Desde a suspeita, adotamos as medidas de vigilância previstas e, agora, com a confirmação laboratorial, essas ações serão mantidas e ampliadas. Além do trabalho de bloqueio e vacinação, nossa rede está preparada para avaliar e acompanhar as pessoas que possam ter sido expostas”, destaca a superintendente de Vigilância em Saúde da Semus, Micheline Cavalcante.
A superintendente reforça ainda que “a raiva é uma doença grave e, por isso, a prevenção é fundamental. Manter cães e gatos vacinados e procurar imediatamente uma unidade de saúde após uma possível exposição são medidas essenciais para proteger os animais e a população”.
Rede preparada para o atendimento
Os médicos das unidades de saúde já foram capacitados neste ano quanto ao protocolo de atendimento e à conduta diante de casos de mordedura, arranhadura ou outras formas de exposição a animais potencialmente transmissores da raiva. A capacitação buscou fortalecer a avaliação adequada do risco e a indicação oportuna da profilaxia, conforme cada situação.
A rede municipal dispõe ainda de unidades de referência para o atendimento e a vacinação antirrábica humana quando houver indicação após exposição a animal suspeito.
O primeiro atendimento pode ser realizado nas Unidades de Pronto Atendimento (Norte e Sul), que funcionam 24 horas por dia, todos os dias. Após a avaliação e indicação da profilaxia, o esquema vacinal pode ser completado nas seguintes unidades: USF 405 Norte, USF Loiane Moreno, USF Satilo Alves (Arso 111 - 1103 Sul), USF Taquari, USF Vânia do Aureny III, USF José Hermes (Setor Sul), USF Mariazinha (Buritirana), e USF Walter Pereira Morato (Taquaruçu). As unidades de saúde que realizam a continuidade do esquema estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas.