O reconhecimento da herança africana ganha espaço nas atividades pedagógicas desenvolvidas pela Escola Municipal Maria Júlia, em Palmas. Como parte do Projeto Consciência Negra na Escola, 22 estudantes neurodivergentes participam de um trabalho com a temática ‘Musicalidade Afro-Brasileira’, que une expressão artística e inclusão.
A partir da apresentação sobre a riqueza dos ritmos musicais que mantêm viva a herança das matrizes africanas, os estudantes trabalham o tema na sala de recursos da unidade por meio da técnica de mosaico com peças de EVA. A iniciativa do Atendimento Educacional Especializado (AEE) proporciona experiências de aprendizagem que respeitam as potencialidades e o ritmo de cada aluno.
Desenvolvimento e inclusão
A atividade é coordenada pela especialista em AEE, Análise do Comportamento Aplicada (ABA), Cidadania e Cultura, Madalena Borba, e envolve os estudantes em um processo de criação que vai além da produção artística. Segundo ela, os alunos participam com entusiasmo na sala de recursos, acompanhados pelos assistentes e profissionais de apoio escolar, que fazem a mediação necessária durante o desenvolvimento dos trabalhos.
“Todos estão desenvolvendo as atividades com muito empenho. É muito gratificante observar a capacidade de interação dos estudantes com os colegas, as trocas de ideias, de materiais e de experiências. Também percebemos avanços na comunicação e o desejo de concluir o trabalho para conhecer o resultado final”, descreve Madalena, lembrando que as produções serão expostas na unidade para toda a comunidade escolar.
No contexto do AEE, a técnica do mosaico constitui uma estratégia pedagógica voltada ao estímulo de diferentes competências. Por meio da exploração de cores, formas, texturas e da composição de pequenas peças, os estudantes exercitam a coordenação motora fina, a percepção visual, a discriminação de cores e formas, a noção espacial, o planejamento, a atenção, o foco e a concentração.

