A qualificação dos profissionais que atuam na rede pública de saúde também passa pelo fortalecimento dos processos de formação. Em Palmas, esse trabalho vem sendo desenvolvido pela Escola de Saúde Pública (ESP), que apresentou, nesta quinta-feira, 8, projetos de intervenção voltados ao aprimoramento das residências em saúde e da atuação de preceptores e tutores. As iniciativas têm como resultado esperado o fortalecimento do ensino no Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, a melhoria dos processos de trabalho e da assistência oferecida à população.
Os projetos foram apresentados durante o encontro de encerramento do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (DGPSUS) no Tocantins, realizado no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos. A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), em parceria com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Durante a abertura do evento, o secretário-executivo de Saúde de Palmas, Daniel Borini, destacou o compromisso da gestão com a implementação das propostas. “É fundamental que todo o conhecimento construído ao longo do curso se transforme em ações concretas dentro da nossa rede. Quero colocar a Secretaria Municipal da Saúde à disposição para tudo o que vocês precisarem ao longo da execução desses projetos de intervenção.”
O presidente da ESPP, Leonardo Lustosa, ressaltou a importância de ampliar o ensino em saúde no município. “Sempre fui amante do ensino e vejo que temos que fortalecer essa área cada vez mais. Hoje temos nove programas de residência em Palmas, e o fortalecimento dessas iniciativas é fundamental para nossa rede.”
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês, Juliana Delalibera, o diferencial da formação está justamente na capacidade de transformar a realidade dos serviços. “Hoje é dia de comemorar o caminho percorrido, tudo o que construíram e as mudanças realizadas nos territórios. Pensamos em uma formação que pudesse gerar transformações concretas.”
Projetos ESP
Entre os trabalhos apresentados pela ESP está a intervenção ‘Apoio à mudança do processo e dos instrumentos de avaliação do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental – ESP’, que tem como autores Lívia Sacha de Castro Soares Oliveira, Tuila Batista Macedo, Ulisses Vilela Hipolito e Virgínia de Moura Fragoso. A proposta busca tornar as avaliações mais objetivas, claras e alinhadas às competências necessárias à atuação profissional, contribuindo para uma formação mais consistente e conectada às necessidades da rede.
Outra iniciativa apresentada foi o ‘Plano de Desenvolvimento Docente para Preceptores e Tutores das Residências Multiprofissionais em Saúde’, que prevê a capacitação pedagógica contínua desses profissionais e a utilização de Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem. A proposta fortalece quem acompanha os residentes no cotidiano dos serviços e, dessa forma, contribui para qualificar o processo de formação dentro da própria rede municipal. O trabalho tem como autores Ana Angélica Arruda Andrade, Jaciane Araújo Cavalcante, James Stefison Sousa Santos e Patrícia Ferreira Nomellini, e contribuições de Mariana Pereira Soares Pena Ferreira.
O encontro reuniu gestores municipais e estaduais para a apresentação de oito projetos de intervenção desenvolvidos no Tocantins e para o alinhamento de estratégias que garantam a continuidade das ações. Em Palmas, as iniciativas reforçam o papel da ESP na qualificação da formação em saúde e na integração entre ensino, serviço e as necessidades do Sistema Único de Saúde.


