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Às vésperas do Dia Nacional da Vacinação, Semus reforça importância da imunização em todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinas atualizado contribui para a prevenção de doenças e proteção da saúde individual e coletiva

Às vésperas do Dia Nacional da Vacinação,  Semus reforça importância da imunização em todas as fases da vida

Vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde pública

Data da publicação: 14/10/2026

Crédito da foto: Francisco Barros


A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde pública. Em alusão ao Dia Nacional da Vacinação, celebrado no sábado, 17, a Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus) reforça a importância de manter o cartão de vacinas atualizado em todas as fases da vida, da infância à terceira idade. As vacinas, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de estimular as defesas do organismo, ajudam a prevenir doenças que podem causar complicações graves e até levar à morte.

O enfermeiro Haroldo Dias, que atua na Central Municipal de Rede de Frio (Cemurf) Valéria Paranaguá, destaca que, embora a vacinação seja frequentemente associada à infância, a proteção deve continuar ao longo da vida. Cada faixa etária possui recomendações específicas, de acordo com as necessidades de saúde e os riscos de exposição a determinadas doenças. Por isso, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também precisam verificar se estão com as doses em dia.

“A vacinação não deve ser vista como uma preocupação apenas dos pais com os filhos pequenos. Em todas as fases da vida, existem vacinas importantes para prevenir doenças e suas complicações. Manter a caderneta atualizada é uma forma de cuidar da própria saúde e também de contribuir para a proteção de toda a comunidade”, orienta Haroldo.


Proteção em cada fase da vida


Na infância, as vacinas são fundamentais para desenvolver a proteção contra diversas doenças, especialmente nos primeiros anos, quando o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. O cumprimento do calendário vacinal contribui para reduzir o risco de infecções e complicações.

Na adolescência, algumas vacinas precisam ser aplicadas ou completadas para ampliar a proteção, conforme as recomendações do calendário nacional. Já na fase adulta, é importante conferir as doses de reforço e outras vacinas indicadas para a idade, o histórico vacinal, as condições de saúde e situações específicas, como a gestação.

Para os idosos, a imunização tem papel especialmente relevante na prevenção de doenças que podem apresentar maior risco de complicações nessa etapa da vida. A atualização das vacinas recomendadas ajuda a reduzir a possibilidade de agravamento de infecções e de necessidade de hospitalização.

O enfermeiro destaca ainda que, conferir a caderneta é uma medida simples que pode evitar que doses importantes sejam esquecidas. “Muitas pessoas acreditam que, depois de adultas, não precisam mais se vacinar. Mas a proteção pode exigir reforços e novas doses ao longo dos anos. A orientação é procurar uma unidade de saúde, apresentar a caderneta e verificar quais vacinas são indicadas para cada situação. Quanto mais pessoas protegidas, mais a comunidade se beneficia”, conclui.

Em Palmas, o morador pode procurar a sua Unidade de Saúde da Família (USF) de referência para conferir a situação vacinal e receber as orientações necessárias. A equipe de saúde vai avaliar a caderneta e indicar as doses recomendadas, conforme o calendário vigente do Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Confira o calendário vacinal ao longo da vida

 

Crianças

Ao nascer - BCG e hepatite B
2 e 4 meses - pentavalente, poliomielite, pneumocócica e rotavírus (somente 2 e 4 meses)
3 e 5 meses - meningocócica C
6 meses - pentavalente, poliomielite, influenza (1ª dose) e covid-19 (1ª dose)
7 meses - influenza (2ª dose) e covid-19 (2ª dose)
9 meses - febre amarela e covid-19 (3ª dose apenas para crianças que iniciaram o esquema com Pfizer)
12 meses - tríplice viral, pneumocócica (reforço) e meningocócica ACWY (reforço)
15 meses - DTP, poliomielite, hepatite A e tetra viral
4 anos - DTP, 2° reforço poliomielite, varicela e febre amarela (reforço)

Adolescentes

9 a 14 anos - HPV
10 a 14 anos - dengue
11 a 14 anos - meningocócica ACWY, dT adulto, hepatite B, febre amarela e a triplo viral (dependendo do histórico vacinal)

Adultos

Hepatite B (3 doses)
dT (3 doses e reforço a cada 10 anos)
Febre amarela (dose única)
Tríplice viral (uma ou duas doses, conforme faixa etária)

Gestantes

Vacina contra o VSR (bronquiolite) – a partir da 28ª semana de gestação
dTpa (a partir da 20ª semana de gestação)
Hepatite B (se necessário)
dT adulto (se necessário)
Influenza
Covid-19

Profissionais de Saúde

Hepatite B (3 doses + comprovação)
Tríplice viral (2 doses)
dT adulto (dependendo do histórico vacinal)
dTpa (01 dose a cada 10 anos)
Febre amarela (dose única, dependendo do histórico vacinal)
Influenza (anual)
Covid-19 (anual)

Idosos

dT (três doses + reforço, dependendo do histórico vacinal)
Influenza (anual)
Covid-19 (a cada seis meses)
Hepatite B (dependendo do histórico vacinal)

 

 

Texto: Vania Machado

Edição: Iara Cruz