O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET) Justiça Climática foi lançado nesta segunda-feira, 24, com foco nos impactos das mudanças climáticas na saúde da população. A iniciativa reúne a Secretaria Municipal da Saúde (Semus), pesquisadores da Escola de Saúde Pública (ESP), estudantes e representantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Ministério da Saúde (MS) para discutir estratégias de prevenção e enfrentamento às emergências climáticas e ambientais.
Durante o encontro, a secretária municipal da Saúde, Ana Paula Abadia, destacou a importância de ampliar o olhar da saúde pública para as mudanças climáticas. Segundo ela, a compreensão dos efeitos do clima sobre a saúde exige uma atuação integrada entre diferentes setores, com participação de equipes técnicas e do meio acadêmico.
A secretária também parabenizou os pesquisadores e profissionais envolvidos no projeto e destacou a participação da Semus junto à universidade. “Precisamos ter um olhar voltado para esse assunto. As mudanças climáticas precisam ser destacadas, e é importante termos um olhar clínico para essa situação, com uma equipe multissetorial e o apoio das universidades”, afirmou Ana Paula.
A coordenadora do projeto, Maria do Socorro Rocha Sarmento Nobre, analista em Saúde, explicou que a iniciativa busca preparar os serviços e profissionais para os impactos das mudanças climáticas, com ações de cuidado, vigilância, atenção especializada, comunicação e inovação em saúde. “O projeto busca ampliar nossa capacidade de responder às emergências climáticas e ambientais, integrando profissionais, universidades e comunidade para garantir um cuidado mais equitativo”, explicou.
A estudante de medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e integrante do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Palmas), Juliana Macedo, também participou da programação e destacou a importância de compreender como as condições climáticas afetam diferentes grupos da população. “É importante entender que o clima afeta a população de formas diferentes e pensar em como levar melhores condições para as áreas periféricas. Todos merecem qualidade de vida. Também precisamos levar o conhecimento médico para a população por meio da divulgação de informações”, explicou.
Programação
Durante a programação, também foram abordados fenômenos climáticos como o El Niño e seus possíveis impactos, além da necessidade de preparar os serviços de saúde para situações decorrentes das alterações nas condições ambientais. A iniciativa reúne diferentes áreas do conhecimento para ampliar a discussão sobre prevenção, planejamento e resposta aos efeitos das mudanças climáticas na saúde.