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Folhas secas podem ser transformadas em adubo por meio da compostagem

Fundação Municipal de Meio Ambiente orienta sobre os riscos da queima e mostra como aproveitar folhas secas de forma sustentável

Folhas secas podem ser transformadas em adubo por meio da compostagem

As folhas secas exercem uma função importante na proteção do solo

Data da publicação: 29/07/2026

Crédito da foto: Zeladoria Urbana/Divulgação


Com a chegada do período de estiagem, que pode durar de quatro a cinco meses com pouca ou nenhuma chuva, as folhas secas se acumulam em quintais, calçadas, ruas, praças e terrenos. Para orientar a população sobre a destinação adequada desse material, a Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA) alerta sobre os riscos da queima e recomenda a compostagem como uma alternativa sustentável.

As folhas secas exercem uma função importante na proteção do solo. Elas reduzem a incidência direta dos raios solares, ajudam a conservar a umidade e diminuem a temperatura da superfície. Quando são retiradas ou queimadas, o solo fica exposto e, com a chegada das primeiras chuvas, pode sofrer compactação e erosão, com o carregamento de argila, matéria orgânica e nutrientes.

Riscos da fumaça
Segundo a FMA, a queima de folhas, grama, arbustos, galhos e troncos libera gases como dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO) e óxido nitroso (N2O). A fumaça também contém partículas de fuligem que comprometem a qualidade do ar e podem causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias. Quando a queima envolve resíduos sólidos, como plásticos, a emissão de poluentes pode ser ainda mais prejudicial.

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais afetados pela fumaça. Além disso, o fogo pode sair de controle e atingir áreas de vegetação seca, imóveis, equipamentos agrícolas, veículos e colocar vidas em risco.

Destinação sustentável
Uma alternativa simples e sustentável é transformar as folhas secas em composto orgânico por meio da compostagem. O processo natural de decomposição da matéria orgânica, realizado por microrganismos e invertebrados, como piolhos-de-cobra, besouros e outros organismos, transforma folhas, cascas de frutas, restos de hortaliças e outros resíduos orgânicos em um material rico em nutrientes, que pode ser utilizado em hortas, jardins, vasos e pomares.

A compostagem pode ser feita em caixas, baldes, tambores ou diretamente no solo, de acordo com o espaço disponível. Para quem mora em locais menores, a compostagem em baldes ou caixas com tampa é uma opção prática e pode ser realizada em áreas cobertas, como lavanderias, sacadas e garagens.

Como fazer a compostagem caseira
1. Escolha o local: dê preferência a um espaço arejado e protegido da chuva excessiva.
2. Monte a composteira: utilize baldes ou caixas com tampa e uma base para coletar o líquido produzido durante o processo. A compostagem também pode ser feita diretamente no solo.
3. Faça camadas: coloque uma camada de material seco, como folhas secas ou palha, seguida por uma camada de resíduos orgânicos, como cascas de frutas e legumes e borra de café.
4. Mantenha a umidade: o material deve permanecer úmido, mas não encharcado.
5. Revire os resíduos: misture o material a cada sete ou dez dias para permitir a entrada de oxigênio e acelerar a decomposição.

A FMA ressalta que existem materiais detalhados sobre compostagem produzidos por instituições de extensão rural, pesquisa e ensino, que podem auxiliar a população na escolha do método mais adequado para cada realidade. Com a compostagem, o que seria descartado pode se transformar em composto orgânico, também conhecido como húmus, um condicionador de solo rico em nutrientes e que pode ser utilizado no cultivo de plantas.

Texto: Redação FMA

Edição: Fernanda Sousa