Três alunos-atletas com deficiência da Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Margarida Lemos participaram neste sábado, 20, no campus da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas, do Meeting Paralímpico Loterias Caixa. O evento é idealizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e tem como objetivos desenvolver a prática esportiva nos municípios brasileiros, contribuir para o aprimoramento técnico e propiciar oportunidades de competição a atletas de elite, além de apresentar novos talentos do paradesporto brasileiro. O certame reuniu 65 competidores PCD, desde esportistas de alto rendimento até atletas em desenvolvimento a partir da categoria sub-11.
Conquistas
O estudante Matheus Borges ficou em segundo lugar nos 400 metros e foi campeão no salto em distância; Ysadora de Oliveira ficou em segundo lugar no arremesso de peso e foi campeã dos 400 metros; e Lívia de Oliveira se sagrou campeã no arremesso de peso e na corrida de 100 metros. No total, são cinco estudantes do 7º ao 9º ano que treinam com o professor Rogério Borges, mas somente três conseguiram se inscrever e participar das provas. Os alunos também foram acompanhados pela supervisora de Educação Física, Isabela Evangelista, e pelo tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Nilton Rodrigues dos Santos.
Entre as dificuldades enfrentadas para participar do evento paradesportivo nacional, o professor cita o alto valor dos testes necessários à participação nas provas, quantia que muitas famílias não têm condições de pagar. Ele também ressalta o apoio da direção da escola, da supervisora de educação física e da Secretaria Municipal da Educação (Semed) para viabilizar a documentação, além da parceria do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins no desenvolvimento das atividades esportivas na instituição.
Inclusão
“É um evento de grande relevância no circuito nacional. A participação dos meninos foi muito importante para a escola, para a inclusão e principalmente para estes alunos, no aspecto educacional e esportivo. Muitos acreditam que não conseguem competir, muitos sofrem preconceito de colegas e dificuldades junto aos próprios familiares. Mas depois que participam, passam a ser alunos vistos como exemplo”, considera o professor.
Com o destaque obtido na competição, o professor espera que nas próximas edições seja possível inscrever mais atletas e abranger outras deficiências. “Nosso desempenho foi muito bom, visto que todos os atletas conseguiram premiação e têm possibilidade de serem convocados para as Paralimpíadas Escolares, que acontecem em novembro na cidade de São Paulo (SP)”, conclui.



