A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Palmas (Sedes), em parceria com a Defesa Civil Municipal, realizou nesta quarta-feira, 22, reunião de apresentação e discussão do Plano Setorial de Contingência Socioassistencial (Placon/Sedes). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a preparação da política de assistência social para atuação em situações de emergência e calamidade que possam afetar famílias e territórios do município.
O documento organiza a atuação da Sedes diante dessas ocorrências, estabelecendo responsabilidades, fluxos operacionais, equipes de referência e procedimentos para assegurar uma resposta socioassistencial coordenada. Entre as ações previstas estão acolhida, identificação e avaliação das necessidades das famílias atingidas, busca ativa, concessão de benefícios e provisões, segurança alimentar, encaminhamentos para a rede de serviços, apoio em alojamentos provisórios e acompanhamento socioassistencial durante e após a emergência.
“Esse planejamento nos permite antecipar necessidades e preparar as equipes para uma atuação integrada. Em uma situação de emergência, é fundamental que cada área conheça suas atribuições e os fluxos estabelecidos, para que a população receba atendimento de forma organizada, ágil e adequada”, enfatizou o secretário-executivo da Sedes, Amilson Rodrigues.
O assessor executivo da Diretoria de Programas Sociais e Políticas Setoriais da Sedes, Raimundo Carvalho, explica que a construção do Plano vem sendo desenvolvida há cerca de dois meses, em articulação com a Defesa Civil Municipal. “Durante esse período, avançamos na definição da estrutura de resposta socioassistencial, das equipes e dos procedimentos necessários para orientar a atuação da Sedes em uma situação de emergência. O material foi apresentado aos profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e das demais unidades envolvidas, que terão 20 dias para apresentar contribuições. Após esse período, as sugestões serão sistematizadas e o documento seguirá para as etapas de análise e validação”, explicou.
O superintendente da Defesa Civil de Palmas, Pedro Ângelo de Silva Abreu, destacou que a construção do Plano também considera aprendizados decorrentes de situações já vivenciadas no município, entre elas o episódio registrado no Taquari. “Essa foi a primeira reunião após o que aconteceu no Taquari, quando identificamos a necessidade de criar um plano de contingência e um gabinete de crise. A proposta é deixar cada pasta com suas responsabilidades definidas para que, diante de um eventual desastre, a Prefeitura esteja preparada para agir rapidamente. Com as mudanças climáticas, precisamos estar organizados para reduzir o tempo de resposta e atender melhor a população”, destacou.