Menu
Redes sociais

Acolhimento que transforma: o papel da escola na vida dos filhos e no coração das mães

Neste Dia das Mães, a reflexão vai além das homenagens tradicionais e lança luz sobre um aspecto muitas vezes silencioso, mas profundamente significativo: a importância do acolhimento escolar na vida das crianças

Acolhimento que transforma: o papel da escola na vida dos filhos e no coração das mães

Dilvânia de Souza Silva relembra que o início da adaptação escolar foi um momento delicado, marcado por inseguranças e emoções intensas

Data da publicação: 08/05/2026

Crédito da foto: Divulgação Educação


No compasso da rotina acelerada, entre jornadas de trabalho, responsabilidades domésticas e o cuidado constante com os filhos, muitas mães encontram na escola um ponto de apoio essencial. Mais do que um espaço de aprendizado formal, a escola tem se consolidado como um ambiente de acolhimento, afeto e construção de vínculos, um verdadeiro prolongamento do cuidado materno.

Neste Dia das Mães, a reflexão vai além das homenagens tradicionais e lança luz sobre um aspecto muitas vezes silencioso, mas profundamente significativo: a importância do acolhimento escolar na vida das crianças e, consequentemente, na tranquilidade e segurança de suas mães.

Para muitas famílias, especialmente aquelas em que as mães precisam conciliar trabalho e criação dos filhos, saber que a criança está em um ambiente seguro, respeitoso e afetivo faz toda a diferença. O acolhimento começa nos pequenos gestos, no sorriso ao receber o aluno, na escuta atenta, na paciência diante das dificuldades e no respeito às individualidades.

Educadores e especialistas relatam que quando a criança se sente acolhida, ela aprende melhor, se expressa com mais confiança e desenvolve relações mais saudáveis. “A corresponsabilidade entre escola, família e comunidade é essencial para o desenvolvimento saudável da criança. Quando cada um assume seu papel no cuidado, na escuta e no apoio, fortalecemos vínculos, promovemos segurança emocional e contribuímos para uma aprendizagem mais significativa. E para as mães, fica também a certeza de que acolher uma criança é um trabalho que não precisa ser vivido sozinha, a escola e a família caminham juntas nesse dia a dia de cuidado e desenvolvimento”, avalia a psicóloga Vera Lima.

Esse sentimento é compartilhado pela mãe da pequena Maria Helena Abreu Silva, de 5 anos, aluna do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Pequeno Príncipe desde os dois anos de idade. Dilvânia de Souza Silva relembra que o início da adaptação escolar foi um momento delicado, marcado por inseguranças e emoções intensas. “Nos primeiros dias foi difícil, porque ela era muito pequena. Ela chorava e eu saía de lá chorando também. Não é fácil para uma mãe”, conta.

Para ela, o apoio recebido da equipe escolar foi essencial para superar aquele período. “Em todo momento dessa fase difícil pra mim e pra ela, nós tivemos apoio da escola. A orientadora, que hoje já está aposentada, me mandava mensagens, vídeos da Maria Helena e sempre me tranquilizava, dizendo que era normal, que era uma fase de adaptação e que passaria”, relembra.

Com o passar do tempo, a relação da criança com a escola se fortaleceu. “Hoje, quando não tem aula, ela pergunta por que não vai para a escola. Isso mostra o quanto ela se sente feliz lá”, revela a mãe, emocionada.

Dilvânia também faz questão de destacar o acolhimento diário oferecido por todos os profissionais da unidade. “Eu sou muito grata por toda a equipe do Cmei Pequeno Príncipe. As professoras são maravilhosas, os coordenadores, os porteiros, todos tratam a gente com respeito e carinho. A diretora sempre está aberta para conversar e aceita sugestões de melhorias. É uma escola que realmente pensa nos alunos e nas famílias”, descreve.

Ela ainda cita ações inclusivas desenvolvidas pela unidade, como a instalação de um balanço adaptado para cadeirantes. “A equipe da unidade correu atrás para conseguir esse benefício. São pessoas que realmente se preocupam com o bem-estar das crianças. Tudo na escola é pensado com carinho, desde a alimentação até os projetos desenvolvidos. Eu só tenho a agradecer” diz.

O acolhimento também se estende às mães. Reuniões, projetos pedagógicos e momentos de integração são oportunidades de fortalecer o diálogo entre escola e família. “Quando a mãe se sente ouvida e respeitada, ela passa a confiar mais na instituição, criando uma rede de apoio fundamental para o desenvolvimento da criança”, reforça a diretora do Cmei Claudilene dos Santos Silva.

A educadora da rede e mestre em educação infantil, Priscila Machado, explica que em comunidades onde muitas mães enfrentam desafios sociais e econômicos, a escola acolhedora pode ser um divisor de águas. “Ela se torna espaço de proteção, de incentivo e, muitas vezes, de esperança. Projetos que valorizam a cultura familiar, rodas de conversa e ações que envolvem as mães no cotidiano escolar reforçam esse vínculo e mostram que educar é uma tarefa coletiva”, completa.

Texto: Milena Botelho

Edição: Denis Rocha