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Novas linhas de cuidados para a Hanseníase são discutidas por especialistas em Palmas

Projeto piloto da Capital busca o atendimento integral ao paciente. 

Novas linhas de cuidados para a Hanseníase são discutidas por especialistas em Palmas

Data da publicação: 14/08/2017


Especialistas nacionais e internacionais em hanseníase estão em Palmas para debater sobre os serviços e a linha de cuidados para o tratamento da hanseníase na rede de atenção primária de saúde. O encontro que teve início na manhã desta segunda-feira, 14, pretende unir as experiências dos profissionais reunidos para traçar um o modelo, centrado no paciente e a gestão da clínica, na busca pela não fragmentação no cuidado com a doença. A programação segue até a próxima quarta-feira, 16,



Para o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Cipriani, a iniciativa de estabelecer consenso e um protocolo único para ajudar no diagnóstico da doença, principalmente na rede primária, é um movimento pujante, ousado, e extremamente viável. “Palmas hoje trabalha no sentido, de fortalecer a atenção primária para diagnosticar a doença mais cedo possível, evitando assim, que muitas pessoas correm o risco de desenvolver incapacidades físicas, perfeitamente evitáveis com o diagnóstico e tratamento nas fases iniciais da doença”, lembra o médico especialista destacando que a Capital do Tocantins tem um projeto piloto que pode ser exemplo para este novo movimento.



O secretário de Saúde de Palmas, Nésio Fernandes, explica que é importante rediscutir todo o itinerário terapêutico que o paciente de hanseníase percorre para o tratamento. De acordo com o gestor, atualmente, existe uma fragmentação desde a hora que paciente entra na rede. “A ideia é construir essa rede de atendimento integral e cuidado para que o paciente possa ter toda atenção devida, qualificada e oportuna. E isso precisa estar pactuado. Atualmente, não está bem definido as responsabilidades para oferecer tratamento terapêutico da doença. Por exemplo, o que é atribuição do município, o que é do Estado, do médico ou do fisioterapeuta. Então a ideia é desenhar essa linha de cuidado integral baseando-se em pesquisas científicas e sistematizados na rede de saúde”, argumenta o gestor.



A coordenadora Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde (MS), Carmelita Ribeiro Filha, lembra que o diagnóstico tardio da doença contribui ainda para a manutenção da cadeia de transmissão, com o surgimento de novos casos, fazendo com que a hanseníase ainda seja um problema de saúde pública. Entre as intervenções realizadas em Palmas, a coordenadora destaca o olhar que a rede de saúde da capital está tendo com o paciente, além da capacitação continuada para profissionais de saúde e a descentralização das ações de controle.

 

 

“O município de Palmas traz um olhar diferenciado para o tratamento do paciente portador de hanseníase. E isso é muito louvável. Anos atrás, começou-se um movimento no Ministério da Saúde com a mesma filosofia adotada agora por Palmas, mas não avançamos. E durante todo esse tempo nada foi feito neste sentido. Agora, Palmas nos apresenta um modelo que com certeza poderá ser exemplo para todo o país”, fala a coordenadora.

 

 

Participantes

 

 

Participam do encontro que ocorre no Auditório do Orquidário de Palmas, integrantes da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, da Consultoria do Método Delphi, do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), da Sociedade Brasileira de Hanseníase, da Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW), do Instituto Lauro de Sousa Lima, da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação, da Universidade Federal do Pará, da Secretaria de Estado de Saúde/Programa Estadual de Controle da Hanseníase, da Universidade Federal de Uberlândia, do Ministério da Saúde, além dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp).