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Estudantes da ETI Almirante Tamandaré recebem sinais pessoais durante programação em Libras

Ação pedagógica fortalece a inclusão e promove a construção da identidade dos alunos por meio da Língua Brasileira de Sinais

Estudantes da ETI Almirante Tamandaré recebem sinais pessoais durante programação em Libras

Salas de aulas transformaram ambiente ainda mais inclusivo com intervenções dos professores de Libras

Data da publicação: 04/03/2026

Crédito da foto: Divulgação Educação


Começou nesta última terça-feira, 03, na Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré a Semana de Batismo na Libras que envolve alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental atendidos na unidade educacional. Desde então, as salas de aulas se transformaram num ambiente ainda mais inclusivo com as intervenções dos professores de libras Edivaldo dos Santos Júnior (ouvinte) e Jefferson Brandão Feitosa (surdo).

Coordenadas pelos dois educadores, os estudantes inciaram as atividades, primeiro aprendendo sobre a história e a relevância do sinal pessoal na Língua Brasileira de Sinais. Posteriormente, as turmas foram convidadas a mergulhar na riqueza da cultura surda, entendendo que cada sinal carrega identidade e reconhecimento dentro da comunidade.

 

Em sala de aula, cada estudante apresentou seu nome em Libras por meio da datilologia, o alfabeto manual. A partir dessa apresentação e das características pessoais de cada aluno, o professor Jefferson atribuiu um sinal individual, criado com base em traços físicos ou aspectos marcantes da personalidade de cada um.

O professor Edivaldo Júnior explica que na cultura surda, o ‘batismo’ em Libras tem grande representatividade. “O sinal pessoal funciona como uma marca identitária dentro da comunidade, substituindo a necessidade de soletrar o nome constantemente e simbolizando pertencimento. Portanto, orientamos nossos alunos a valorizar e não esquecer o sinal recebido, podendo assim utilizá-lo ao longo da vida como parte de sua identidade dentro da cultura surda”, completa.

 

 

Inclusão

O diretor da ETI, Daniel Tramontine, conta que a experiência foi além de uma atividade pedagógica. Segundo ele, o contato direto com o professor surdo proporcionou maior interação cultural entre os alunos, além do contato direto com a Língua Brasileira de Sinais. “O momento mais esperado de todo o processo de aprendizado foi a entrega dos sinais individuais, quando cada estudante recebeu seu próprio sinal em Libras, concedido pelo professor surdo. Foi de fato um verdadeiro ‘batismo’, revela o gestor lembrando que vários alunos chegaram em casa apresentando os nomes em libras a família, conforme relatos dos pais.

Texto: Milena Botelho

Edição: Denis Rocha