Escolas municipais e particulares de Palmas têm auxiliado a Prefeitura a prevenir surtos de doenças na primeira infância. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) iniciou a entrega de certificados às unidades de ensino que se destacaram no programa Monitora Escola em 2025. A iniciativa reconhece o compromisso das instituições na saúde dos alunos e da equipe escolar, a partir de um sistema ágil de notificação de sinais e sintomas.
A primeira unidade educacional a ser certificada foi o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Pequenos Brilhantes, nesta quinta-feira, 26. Para a diretora do Cmei, Zélia Mendonça, o reconhecimento mostra o compromisso da equipe escolar na segurança das crianças. “Nós da equipe e a comunidade estamos muito honrados pelo mérito e agradecemos a parceria de sempre da saúde conosco. Assim nossas crianças têm uma saúde de qualidade”.
As demais unidades receberão o reconhecimento na próxima segunda-feira, 30, sendo elas, a Escola de Tempo Integral (ETI) Eurídice Ferreira de Melo, Centro Educacional São Francisco, Cmei Matheus Henrique, Cmei Cantinho da Alegria, Berçário Recriar e Escola Municipal Profª Sávia Fernandes Jácome. Ao todo, sete escolas foram premiadas, sendo duas da rede privada e cinco da rede pública.
Programa Monitora Escola
O Monitora Escola foi criado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e funciona através da parceria da Semus com a Secretaria Municipal da Educação (Semed). O objetivo é identificar precocemente possíveis casos de doenças, especialmente na primeira infância, faixa etária de zero a 5 anos, em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e há maior incidência de agravos como varicela (catapora), influenza, síndrome mão-pé-boca e doenças diarreicas, muitas delas altamente transmissíveis.
Por meio do programa, as escolas mantêm uma linha direta com a Semus. “Sempre que observam sinais como febre, lesões na pele ou outros sintomas em alunos ou funcionários, as unidades realizam a notificação. É importante ressaltar que não cabe à escola realizar diagnósticos, mas sim comunicar os sinais identificados e, assim que somos notificados, entramos em ação para investigar o caso e adotar as medidas necessárias”, esclarece a diretora da Vigilância em Saúde, Adriana Victor.
Como funciona
A Saúde de Palmas desenvolveu a Cartilha da Primeira Infância que é atualizada constantemente com informações sobre as principais doenças. Dessa forma, a escola ao perceber qualquer sinal ou sintoma faz a notificação na plataforma on-line, que permite o envio das informações em tempo real. Quando são identificados dois ou mais casos semelhantes, a resposta é imediata.
Dependendo da situação, equipes da Vigilância Sanitária (Visa) podem ser acionadas para visitas técnicas para realização de coleta de água e alimentos, especialmente em ocorrências de doenças diarreicas. Em casos suspeitos entre funcionários da educação, o Cievs também pode acionar o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), garantindo uma investigação completa e segura.
Em 2025, a parceria permitiu a prevenção de propagação de surtos como varicela, mão-pé-boca e sarampo em investigação que incluiu vacinação, coleta de amostras, busca ativa de familiares, entre outros. Somente neste ano, o sistema já contabiliza cerca de 160 notificações, evidenciando a efetividade da estratégia. “Com a atuação integrada entre escola e saúde, é possível agir rapidamente, interromper cadeias de transmissão e proteger toda a comunidade escolar”, reforça a coordenadora do Cievs, Ana Paula Santos.