A Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, na região sul de Palmas, realizou, nesta semana, rodas de conversas em celebração ao Dia Nacional da Libras, comemorado no dia 24 de abril. A data marca a promulgação da Lei nº 10.436, em 2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão no País.
A atividade, conduzida pelos professores de Libras Edivaldo dos Santos Junior e Jefferson Brandão Feitosa, proporcionou um momento de aprendizado, escuta e troca de experiências entre estudantes e educadores. Organizados em grupos, os alunos elaboraram perguntas sobre a vida cotidiana, os desafios e as conquistas do povo surdo, promovendo um diálogo aberto e cheio de aprendizados.
No encontro, os professores interagiram diretamente com os estudantes, respondendo às perguntas e compartilhando vivências. Um dos destaques foi a participação ativa dos alunos, que formularam diversas perguntas em Libras, demonstrando envolvimento e interesse pela língua.
A aluna do 6º ano, Helena Mafra Fernandes, falou sobre o momento. “Foi uma grande oportunidade de tirar dúvidas sobre como eles vivem, os aprendizados e os desafios no dia a dia”, contou. Já a estudante Núbia Sofia Xavier Vales destacou sobre o aprendizado prático. “Além de tirar dúvidas, aprendi com os nossos professores vários sinais em libras”, contou.
Estímulo à inclusão
Para o professor Edivaldo dos Santos Júnior, a atividade com os alunos é mais uma forma de estimular a inclusão. “Momentos como esse aproximam os estudantes da realidade da comunidade surda e ajudam a quebrar preconceitos. Ensinar libras é também ensinar respeito, empatia e convivência com as diferenças”, observa o educador.
Em Libras, o professor Jefferson Brandão Feitosa destacou a necessidade de dar visibilidade à língua e à cultura surda. “A Libras é a nossa voz. Quando os alunos aprendem e se interessam, eles contribuem para um mundo mais acessível. Já conquistamos muito nesses 24 anos, mas ainda existem barreiras que precisam ser superadas”, lembrou.
