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Procon de Palmas autua estabelecimentos por comercialização de produtos vencidos

Estabelecimentos autuados têm até 20 dias para apresentar defesa

Procon de Palmas autua estabelecimentos por comercialização de produtos vencidos

Fiscais encontraram produtos vencidos e sem data de fabricação informada no rótulo

Data da publicação: 10/03/2026

Crédito da foto: Divulgação


O Procon de Palmas realizou, na tarde de segunda-feira, 9, uma operação de fiscalização em dois estabelecimentos comerciais de grande porte da Capital. A ação, que se estendeu até depois das 20 horas, identificou a comercialização de diversos produtos fora do prazo de validade ou sem a devida informação de fabricação, entre eles cervejas, refrigerantes, pães industrializados e de fabricação própria, embutidos, azeitonas e laticínios.

Diante das irregularidades, os estabelecimentos foram autuados e terão até 20 dias para apresentar defesa. Após esse prazo, os processos serão encaminhados à Diretoria do Contencioso do Procon, responsável pela análise das formalidades processuais e, em seguida, à julgamento de primeira instância, oportunidade em que será analisada a subsistência do auto de infração e a configuração da prática infracional, com a imposição das medidas administrativas cabíveis, que podem variar de multas até a suspensão das atividades.

As multas administrativas são calculadas conforme a gravidade da infração, o porte do estabelecimento e a vantagem obtida, tendo como base as unidades fiscais locais. Já os produtos vencidos ou sem rotulagem adequada foram recolhidos e serão destruídos, a fim de evitar riscos à saúde dos consumidores.

A superintendente do Procon de Palmas, Márcia Feitosa explica que “a venda de produtos vencidos configura crime contra as relações de consumo, conforme previsto na Lei N.º 8.137/90, sujeitando os responsáveis à pena de detenção de dois a cinco anos ou multa. Além disso, há a possibilidade de responsabilização civil por eventuais danos à saúde dos consumidores”.

O Procon reforça que a fiscalização tem como objetivo garantir a segurança alimentar e proteger os direitos da população, assegurando que os estabelecimentos cumpram as normas de qualidade e transparência exigidas pela legislação.

 

Produtos apreendidos serão incinerados

Texto: Luciano Moreira

Edição: Denis Rocha