No enfrentamento à dengue, a inovação tem se tornado uma aliada poderosa. Palmas implementará duas novas estratégias tecnológicas de combate ao mosquito ao Aedes aegypti. Uma capacitação, oferecida pelo Ministério da Saúde e Secretaria do Estado da Saúde, para utilização dos novos métodos aconteceu nesta segunda e terça-feira, 23 e 24, no auditório da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) para profissionais da Capital, Araguaína, Gurupi, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional. A previsão é que, pelo menos uma das novidades, já tenha início em abril deste ano.
Entre as estratégias está o uso das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), uma tecnologia considerada inteligente por utilizar o próprio mosquito para interromper seu ciclo de vida. As EDLs funcionam como armadilhas que atraem a fêmea do Aedes aegypti para a postura de ovos, similar às ovitrampas. A diferença é que, ao entrar em contato com o dispositivo, o inseto se contamina com um larvicida e passa a espalhar o produto em outros criadouros, impedindo o desenvolvimento de novas larvas.
A outra técnica abordada é a Borrifação Residual Intradomiciliar para o controle do Aedes (BRI-Aedes), que consiste na aplicação de inseticida de longa duração em superfícies internas de imóveis, como paredes e áreas sombreadas. Ao pousar nesses locais, o mosquito entra em contato com o produto e morre, reduzindo a circulação do vetor. Esta prática é eficaz no período que antecede às chuvas, cuja implementação deve ocorrer no segundo semestre do ano.
Maior alcance
As duas estratégias se destacam por ampliar o alcance das ações de controle, especialmente em locais de difícil acesso, e por oferecerem maior proteção em áreas com alta incidência da doença. Para o coordenador dos agentes de Combate às Endemias da região norte/central, Adão Teixeira, as novidades vão agregar o trabalho de vigilância, atingindo focos que muitas vezes passam despercebidos pelas ações tradicionais.
A analista em Saúde da Semus, Renata Braga, explica que o larvicida utilizado nas EDLs é específico para mosquitos e não apresenta risco para humanos ou animais domésticos. Já a borrifação residual pode permanecer ativa por até seis meses, reforçando a proteção dos ambientes. “Os profissionais que participaram da formação agora vão capacitar outros agentes e, com isso, a expectativa é que iniciemos a utilização dos EDLs em abril em pontos estratégicos.”
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