A Escola de Tempo Integral Fidêncio Bogo, localizada na região rural do Taquaruçu Grande, em Palmas, recebe nesta sexta-feira, 24, o terceiro encontro de formação do programa Escola da Terra, voltado a professores, diretores e supervisores que trabalham em unidades escolares do campo. A condução do programa é uma parceria da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Prefeitura de Palmas, Estado do Tocantins e Governo Federal por meio do Novo Pronacampo, que é um conjunto de ações de apoio aos sistemas de ensino para a implementação da Política de Educação do Campo.
Oficinas
Estão matriculados 140 cursistas, sendo 110 da rede municipal de Palmas e 30 da rede estadual. Neste terceiro encontro, a oficina de música foi ministrada pelo professor Roberto Francisco Leite (Chyco Leite), e a de artes visuais pela professora Fernanda Massagardi, ambos do campus de Arraias da UFT. Cada formação aborda temas específicos com professores especialistas.
O professor Chyco Leite considera que as políticas públicas são essenciais para o desenvolvimento social do país, e cita a ETI Fidêncio como um exemplo de estrutura que funciona e atende seu propósito. Ele considera louvável a iniciativa de trazer atividades artísticas para as escolas do campo, e destaca o diferencial da unidade palmense que já oferece yoga e teatro aos seus alunos. “É muito bom para o aluno da escola rural ter esta vivência, pois as formações técnicas são importantes, mas a arte é imprescindível ao ser humano”, considera.
Coordenadora do programa Escola na Terra no estado, a professora da UFT em Arraias, Suze Silva Sales, explica que a Escola da Terra tem o objetivo propor aos professores que atuam nas escolas do campo que repensem a sua metodologia e prática pedagógica, considerando o contexto social do aluno, seu território e entendimento de quem ele é, enquanto sujeito social nesse espaço.
“Buscamos preparar o professor, que muitas vezes se desloca da cidade, para as especificidades da educação no campo. Quando a educação começa a partir do que sabemos e valoriza os conhecimentos que nós temos, ela é melhor aprendida, é melhor entendida pelos alunos. O caráter interdisciplinar da formação traz conteúdos, oficinas e experiências que perpassam todas as áreas do conhecimento”, avalia Suze.
Diretor da unidade anfitriã do encontro, Ademir Bandeira acredita que a formação irá contribuir para transformar e inovar o trabalho em sala de aula, valorizando e equilibrando o conteúdo oferecido aos alunos. “Vamos debater não apenas as necessidades da educação do campo, mas sobretudo as possibilidades que se abrem tanto a nós, professores, quanto aos estudantes. A abordagem multidisciplinar vai oportunizar muitos diálogos, o que torna muito importante esse encontro”, finaliza.
Novo Pronacampo
O Novo Pronacampo é uma política pública articulada para ampliar, qualificar e garantir a oferta, o acesso e a permanência à modalidade da educação do campo aos povos do campo, das águas e das florestas, em todas as etapas e níveis, assegurando o direito à educação e suas especificidades a todos os povos brasileiros.