A Escola de Tempo Integral (ETI) Fidêncio Bogo, situada em Taquaruçu Grande, zona rural de Palmas, retomou neste início de ano letivo o projeto pedagógico voltado à educação do campo, intitulado pela unidade como avicultura escolar. A atividade já integrava o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, mas estava desativada e agora foi reintegrada à rotina dos estudantes.

A proposta atende diretamente os alunos do 3º ano, que participam de forma mais sistemática das atividades, mas envolve também as demais turmas. Os conteúdos trabalhados em sala de aula ganham significado diferenciado no cotidiano escolar com a participação ativa dos estudantes na criação das aves.
Manejo sustentável
Para reativar o projeto, a escola adquiriu 50 aves, sendo 25 da linhagem de corte Carijó e 25 poedeiras coloniais, todas criadas no sistema semi-intensivo. O professor da ETI Edivan Araújo Batista, responsável por coordenar a ação, conta que o cultivo das aves ajuda a ampliar os conhecimentos dos estudantes sobre a prática e o manejo adequado da espécie. O trabalho vai desde a higienização do galinheiro e alimentação balanceada até os cuidados sanitários e o bem-estar animal, sempre alinhados às práticas sustentáveis e à realidade do campo.
“Além do aprendizado técnico, o projeto também promove a troca de experiências e a valorização dos conhecimentos tradicionais", explica Batista. "Muitos estudantes já são filhos de produtores rurais e convivem com a criação de animais em suas propriedades. Na escola, eles passam a associar esse saber empírico às orientações técnicas adequadas, potencializando a produção e ampliando sua visão sobre manejo sustentável”, acrescentou.

Produção
A estimativa é que as aves poedeiras iniciem a produção a partir das 20 semanas de idade, com potencial médio de cerca de 300 ovos por ave até as 90 semanas. Já os frangos de corte têm previsão de abate por volta dos 80 dias, podendo atingir entre 2 e 2,5 quilos por ave.
A produção terá destino certo: a proteína será incorporada à alimentação escolar, contribuindo para a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos alunos. Já o esterco, conhecido como cama de frango, será utilizado na adubação da horta, fechando um ciclo sustentável que integra criação animal e produção agrícola.
O diretor da ETI, Ademir Bandeira, acredita que a retomada do projeto representa mais do que uma atividade prática. “A avicultura na escola é uma ferramenta pedagógica que fortalece a identidade do campo, promove autonomia e ensina responsabilidade", avaliou. "Os alunos aprendem fazendo, compreendem a importância do manejo correto e enxergam na atividade uma possibilidade real de geração de renda e desenvolvimento sustentável”, concluiu.
