Com apoio da Prefeitura de Palmas, foi realizado no último sábado, 28, o III Presente de Iemanjá nas águas do Rio Tocantins, na Praia da Graciosa. A gestão municipal atuou por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), Defesa Civil, Guarda Metropolitana de Palmas (GMP), Secretaria de Mobilidade Urbana, Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Secretaria de Comunicação (Secom), assegurando suporte institucional, estrutura, ordenamento e segurança durante toda a programação.
A celebração foi realizada pela Companhia A Barraca e pelo Terreiro de Candomblé Ilê Asé Odé Oyá, com patrocínio do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e no Tocantins (MPTDFTO), reunindo comunidades de matriz africana, artistas e sociedade civil em torno da valorização da cultura afro-brasileira e da liberdade religiosa.
O secretário municipal de Igualdade Racial e Direitos Humanos, José Eduardo de Azevedo, destacou a união entre os órgãos municipais. “A atuação conjunta demonstra o compromisso da Prefeitura em assegurar que manifestações culturais e religiosas ocorram com estrutura, segurança e respeito. Nosso papel foi apoiar para que a celebração acontecesse de forma organizada e acessível à comunidade.”
Cortejo
O sábado, 28, começou com xirê no Ilê Asé Odé Oyá, na Aureny II, reunindo casas de Candomblé e Umbanda, seguido de procissão em carreata até a Praia da Graciosa. No início da tarde, ocorreu o Xirê na Praia, com participação de Iyalorixás, Babalorixás, filhas e filhos de santo, além de Ogãs do Candomblé, Umbanda, Terecô, entre outras denominações religiosas de matrizes africanas.
A Capoeira Angola acompanhou o cortejo do Balaio de Iemanjá desde a chegada à praia até a entrega das oferendas, realizadas em embarcações no meio do Rio Tocantins. A programação também contou com apresentações culturais, incluindo Tambores do Tocantins, Samba de Santo e o grupo Vozes de Ébano, entre outros.
Intolerância Religiosa
Durante o evento, a procuradora do trabalho Cecília Santos, representando o MPTDFTO, orientou sobre o enfrentamento à intolerância religiosa no ambiente de trabalho. “O Ministério Público do Trabalho recebe denúncias de discriminação no trabalho, inclusive por motivo religioso. Muitas pessoas não sabem, mas a intolerância contra trabalhadores e trabalhadoras de Axé também é de nossa atribuição. Se houver impedimento do uso de guias, do branco ou qualquer prática discriminatória, é possível denunciar. Basta pesquisar ‘denúncia MPT’: é simples, anônima, e a partir dela investigamos e responsabilizamos as empresas que pratiquem intolerância religiosa.”
O coordenador-geral do III Presente de Iemanjá, Pai William, do Ilê Asé Odé Oyá, agradeceu a participação das casas e parceiros. “Esse lugar também é nosso. Já são três anos entrando no Rio Tocantins para entregar as oferendas no leito do rio. Peço a força de cada um para que isso continue e para que, no próximo ano, essa festa esteja maior e mais fortalecida. Muito obrigado a todos.”, finalizou.